Páginas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


I CONGRESSO PIAUIENSE DE HISTÓRIA DA MEDICINA
15 a 16 de março de 2013
Auditório do CRM-PI
Programação:
Dia 15/03/2013, sexta-feira.
19h30 Abertura
Presidente do Congresso: José Figueredo-Silva (PI)
Autoridades presentes

Posse da nova Diretoria SPiHM
Presidente da SPiHM: Luiz Ayrton Santos Junior (PI)

Conferência: “Medicina e Cangaço”
Leandro Cardoso Fernandes (PI)

Lançamento do livro: “História da Saúde Pública no Piauí”
de Viriato Campelo (PI)
Apresentação do Livro: Carlyle Guerra de Macedo (DF)

Coquetel

Dia 16/03/2013, sábado
8h Palestra: “História do HGV”
Francisco Ferreira Ramos (PI)
Presidente de Mesa: João Carvalho (PI)
Secretário: Gerardo Vasconcelos de Mesquita (PI)

9h Palestra:
Carlyle Guerra de Macedo (DF)
Presidente: Viriato Campelo (PI)
Secretário: (PI)

10h Cajuina-break

10h30 Palestra: “”
FIOCRUZ (RJ)
Presidente: Livio Portela Cardoso (PI)
Secretário: Isânio Vasconcelos Mesquita (PI)

11h30 Palestra: “A Morte de Wladimir Herzog”
João Amilcar Salgado (MG)
Presidente: Mauricio Paes Landim (PI)
Secretário:

15h Apresentação de Trabalhos Científicos
Presidente: Aymoré Alvim - (MA)
Secretário:

Mesa Diretora do Prêmio:
Jose Francisco Cavalcante (PI)
Leandro Cardoso Fernandes (PI)
Claudete Maria Miranda Dias (PI)

17h Conferência:
Jairo Furtado Toledo - Presidente da SBHM
Presidente: Gisleno Feitosa (PI)
Secretário: Kátia Maria Marabuco de Souza (PI)

Entrega do Premio “Francisco Ramos” aos melhores trabalhos científicos
Coordenação: Jose Figueredo-Silva (PI)
Luiz Ayrton Santos Junior (PI)

Encerramento

AO 03 - O BARBEIRO DA FAMEB: GUARDIÃO PERPÉTUO DO DAMED

JACOBINA, R.R; BOMFIM D.E.; DUTRA L.S.
Faculdade de Medicina da Bahia – FAMEB - Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA

A Faculdade de Medicina da Bahia (Fameb) tem um barbeiro, o Sr. Pedro Benedito de São José (Seo Bina) que atua num dos prédios da faculdade (Fameb-Vale do Canela) desde 1962, portanto, há cinco décadas. Ele recebeu uma placa de mármore de “guardião perpétuo” do Diretório Acadêmico de Medicina (Damed), fixada na parede externa da sede do Damed, no prédio do Vale do Canela. Objetivos: 1 - Identificar o protagonismo de outros sujeitos na história da escola mater da medicina brasileira; 2 – Investigar a razão da homenagem dos estudantes ao barbeiro. Metodologia: Estudo descritivo-analítico sobre o papel dos sujeitos na história. Usando a técnica da entrevista semi-estruturada foram feitos dois depoimentos do Sr. Pedro Benedito (Seo Bina): o primeiro, em 2006, numa entrevista filmada por dois acadêmicos; e o segundo, em junho de, 2009, em entrevista gravada por um professor que trabalha com pesquisa histórica. Resultados: O estudo constatou a dedicação de uma pessoa sem vínculo formal com a instituição, mas com um profundo vínculo simbólico com a Fameb-Ufba. Constatou também o protagonismo de Seu Bina na história bicentenária da Fameb, em especial, no período do regime militar (1964-1985), quando colocou sua segurança pessoal em risco na defesa de estudantes da escola médica, abrigando e escondendo lideranças estudantis dentro de sua barbearia quando as forças da repressão política invadiram algumas vezes a Fameb no Terreiro de Jesus. Em recente reforma (2008-2009), a Reitoria tentou desalojar o barbeiro, mas esta tentativa foi rechaçada pela direção, por docentes e, sobretudo, por centenas de estudantes da Faculdade. Conclusão: A história de uma instituição bicentenária não é só feita por seus dirigentes ou quadros mais titulados. Este estudo revela um barbeiro como monumento vivo, a ter seus direitos em vida defendidos e cuja memória deve ser preservada pela mais antiga faculdade de medicina do país.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


Valorizar o passado para compreender o presente
Natalino Salgado Filho,
AMM, AML, ACM, IHGM, Membro da Soc. Maranhense de H. Medicina.

Por uma dessas coincidências da vida sobre as quais muitas vezes não temos explicações, deparei-me recentemente com a descoberta do artigo de dom José Medeiros Delgado, intitulado A Cidade Universitária, publicado no Jornal do Maranhão, em 7 de agosto de 1960. A coincidência é o fato de que, em 29 de janeiro de 2012, publiquei, aqui mesmo em O Estado do Maranhão, um texto justamente intitulado Cultura Universitária x Cidade Universitária, no qual tratava do momento auspicioso que vive a Universidade Federal do Maranhão, renovada em seus ideais de bem servir a comunidade na qual está inserida, entendida hoje no conceito real de Cidade Universitária.
Quando da publicação de meu artigo, discorri sobre o aumento dos cursos de graduação, especialização, mestrados e doutorados; ainda sobre a política atuante de interiorização dos cursos em parceria com o governo do Estado e prefeituras, reconhecendo a vocação de cada região desse nosso grandioso Maranhão; o incremento nas obras físicas no Campus e nos Campi, bem como o crescente número de eventos, parcerias, projetos realizados e, com especial destaque para a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, que será realizada de 22 a 27 de julho de 2012, em São Luís, como parte da programação dos 400 anos de fundação da cidade, que adotou como tema Ciência e Cultura: Saberes Tradicionais para enfrentar a pobreza.
Para aqueles que ainda não conhecem a figura emblemática de dom José Medeiros Delgado, trata-se de um homem visionário, apaixonado pelas letras e pelas ciências e que veio para cá em 1951, quando assumiu o Arcebispado e aqui ficou até 1963, quando foi transferido para Fortaleza. Dom Delgado figurou entre os mais importantes intelectuais da época que lutaram para que o Maranhão tivesse sua universidade. Muitos são os seus feitos e seu legado de dedicação e desvelo em prol do conhecimento. Para um reconhecimento ainda maior, informo que estamos trabalhando para resgatar essa história e assim prestar uma justa e merecida homenagem a pessoas que, como ele, abraçaram a causa do conhecimento e sonharam um dia em legar uma universidade às outras gerações.

Ao ler o artigo de dom Delgado, pude vislumbrar ecos proféticos, principalmente quando ele afirma que “A Cidade Universitária (...) terá de consumir uns 50 anos de trabalho. Alguns Arcebispos passarão pelo Maranhão. Isto a terceira geração, a contar d’agora, virá contemplá-la realizada”.

Em 2012, passados 52 anos de suas palavras, a profecia alcança seu real cumprimento, pois a Cidade Universitária é hoje uma feliz realidade para milhares de pessoas que um dia entraram por aquelas portas e saíram graduados, mestres, doutores e para aqueles que ainda estão trilhando esse caminho. E isso sem contar com diversas ações empreendidas para a melhoria e engrandecimento da sociedade maranhense.

Dom Delgado, à sua época, também enfrentou diversas dificuldades e oposições, mas preferiu falar de fé e perseverança, numa lição que se sobrepõe a qualquer época ou geração, como ele mesmo destaca: “Para os Bispos, dignos dêste nome, o imediatismo não é a grande fôrça. A História os mede pela perseverança. Nenhum deles vive exclusivamente do presente, crescem alimentados pela esperança. O futuro instala-se dentro de seus corações, comunicando-lhes um poder que os descrentes desconhecerão e os sonhadores apenas vislumbram. É daí que vem a fôrça dos que não possuem armas materiais”.
Talvez dom Delgado sequer imaginasse como o sonho iria realizar-se ou qual seria sua exata dimensão. Ao falar de Cidade Universitária, apontava para algo que à época poderia ser entendido por um mero devaneio, mas que ele escolhera como missão de vida, sem contudo deixar de se questionar dos espinhos da árdua tarefa: “Quantos adubarão a terra com a ruina de corpos mortais até que tanto se faça? Quais os que morrerão espiritualmente durante a peleja? Quem escolherá imortalizar-se por feitos gloriosos na execução do magnífico projeto? Só Deus saberá responder a tais indagações (...) O filho de Deus deve sonhar inclusive com a Cidade Universitária”.
Com certeza inspirado pelo mandamento bíblico dos evangelhos que afirma que “Tudo é possível ao que crê”, dom Delgado estimulou gerações de homens e mulheres a atenderam ao chamado de construir a Cidade Universitária. Essa menção a esse episódio é importante, pois valorizar o passado também é uma forma de compreender o presente. O desafio de sonhar algo inovador nunca foi fácil e mais difícil ainda trabalhar na realização desse sonho, mas com determinação e coragem é possível transpor todos os obstáculos. Que a voz profética de dom Delgado nos inspire a continuar na busca da perfeição e que outras gerações não apenas conservem o que já conquistamos, mas trabalhem na evolução dessa conquista.
Doutor em Nefrologia, reitor da UFMA, .


domingo, 30 de dezembro de 2012

CENTENÁRIO DE JOAQUIM EDUARDO ALENCAR *


Dary Alves Oliveira** & Geraldo de Sousa Tomé ***.

Nasceu no município de Pacatuba, Ceará, em 18 de abril de 1912. Filho de Galileu Thaumaturgo de Alencar, ferroviário da Rede de Viação Cearense e de Noeme Eduardo de Alencar, dedicada as prendas do lar. Cursou escola pública em Fortaleza; o primário no Colégio Nogueira e no VIII Grupo Escolar de Fortaleza, concluindo o Curso Secundário no Liceu do Ceará em 1928. Ingressou por vestibular na Faculdade de Medicina da Bahia, em fevereiro de 1929, vindo a diplomar-se em 08 de dezembro de 1934. Como médico atuou em Rocca Salles, no município de Lajeado, Rio Grande do Sul em 1935, retornando ao Ceará em 1936, para trabalhar como taquigrafo da Assembléia Legislativa até novembro de 1937, quando o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, fechou todos os parlamentos brasileiros, e instalou o Estado Novo. Dedicou-se então à clínica médica, atuando nos municípios de Fortaleza, Redenção e Baturité, tendo, em 1938, sido médico da Escola de Menores Abandonados e Delinqüentes de Santo Antônio de Pitaguari, em Fortaleza. Entre 1937 e 1941, lecionou as disciplinas Física, Química, História Natural e Higiene no Educandário Santa Maria e no Colégio Santa Cecília, ambos em Fortaleza. Em 1939, passou a atuar como Médico Sanitarista do Departamento de Saúde Pública do Estado do Ceará, sendo chefe do Posto de Higiene de Baturité. Em 1940, aos 27 anos de idade, foi nomeado Diretor do Departamento Estadual de Saúde, cargo mais importante da área da saúde estadual, sendo exonerado no Governo do interventor Menezes Pimentel, provavelmente por razões ideológicas política, por ser de esquerda. DESCRIÇÃO DA FORMAÇÃO CIENTÍFICA Em 1942, no Rio de Janeiro, iniciou o Curso de Especialização em Higiene e Saúde Pública, depois o Mestrado em Saúde Pública no Instituto Oswaldo Cruz. Em 1943, através de concurso, em que foi classificado em 1o lugar, passou a integrar o Quadro Permanente de Médico Sanitarista Federal, do Ministério da Educação e Saúde, até sua aposentadoria ocorrida em 1968. Tendo visitado em 1958, sob os auspícios da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), instituições de pesquisa de Portugal, da Inglaterra, da Itália, de Israel e do Quênia. Em 1962, como diretor do Instituto de Medicina Preventiva (IMEP), um instituto modelo para o ensino e a formação em Medicina Preventiva, visitou universidades de Porto Rico, dos Estados Unidos da América, do México, do Panamá, de El Salvador e da Colômbia. Professor em 1947, fez parte do grupo dos médicos fundadores da Faculdade de Medicina do Ceará, pertencente ao Instituto de Ensino Médico, que posteriormente seria federalizada, para formar a Universidade Federal do Ceará (UFC), oficializada em 1954. Morou na Itália, como pesquisador bolsista do Istituto Superiori di Sanità, onde conheceu o Prof. Giovanni Berlinguer, expoente da reforma sanitária italiana. Também trabalhou em Cuba como Oficial Médico da OMS-OPAS, de 1969 a 1971. Aposentou-se como Professor Titular de Parasitologia em 1982 compulsoriamente e trabalhou como professor “voluntário” da UFC, até 1990. DISCUSSÃO SOBRE O LEGADO Núcleo de Medicina Tropical, criado em 1978, foi seu primeiro coordenador, viabilizando a participação do Centro de Ciências da Saúde no Acordo de Cooperação Técnica da UFC com a Universidade de Paris, no Convênio CAPES-COFECUB, que possibilitou a pós-graduação de vários pesquisadores da UFC em serviços franceses e fomentou uma vasta produção científica consorciada, resultando, no surgimento do ensino de Pós-graduação na área de Doenças Tropicais. Dentre as tantas atividades desenvolvidas destacamos a pesquisa às doenças tropicais, como a doença de Chagas, a esquistossomose e a leishmaniose visceral, do que resultou grande produção científica, entre artigos, capítulos de livros e trabalhos em anais de congressos, aproxima-se de duzentas contribuições. Sua primeira publicação foi feita na revista Ceará Médico, em 1940, sob o título A Situação do Problema da Lepra no Ceará; e a sua última aconteceu em 1992, sobre leishmaniose visceral, publicada em colaboração com Richard D. Pearson, da Universidade de Virgínia, nos EUA, no American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. Há trabalhos que se tornaram clássicos da literatura de Medicina Tropical, como “Calazar Canino: contribuição para o estudo da epidemiologia do calazar no Brasil” (1959); essa obra, sua tese de livre-docência, aprovada com nota 10,0 (dez) de todos os examinadores, trata dos múltiplos aspectos do calazar, permanecendo como valiosa fonte de consulta para estudiosos do assunto, à conta de seu grande valor científico para os que desejam saber mais sobre a doença, dada à enorme amplitude de informações sobre a leishmaniose visceral. Aos 75 anos de idade, escreveu um de seus mais importantes trabalhos: “História Natural da Doença de Chagas no Estado do Ceará” (1987), defendida como tese ao ensejo do concurso para professor titular, mereceu a média 9,99 (nove vírgula noventa e nove centésimos) da banca examinadora. CONSIDERAÇÕES FINAIS ALENCAR fez parte de numerosas associações e órgãos de classe, entre os quais destacamos: Acadêmico Fundador (1978) da Academia Cearense de Medicina, da qual foi seu Presidente nos biênios 1982/1983 e 1983/1984; acadêmico fundador (1976) da Academia Brasileira de Administração Hospitalar; sócio fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, tendo sido o seu Presidente no biênio 1979/1980; sócio fundador e 1o Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia, cobrindo o período 1963/1965; Presidente do Centro Médico Cearense (atual Associação Médica Cearense), no biênio 1959/1960; e Membro Efetivo da Academia Cearense de Ciências (1986). Recebeu diversas homenagens e condecorações, das quais registramos: Medalha Carlos Chagas, comemorativa do cinqüentenário da descoberta da doença de Chagas, conferida pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1959; Medalha Cultural Gaspar Vianna, em 1962, instituída pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao cinqüentenário da descoberta do tratamento das leishmanioses com tártaro emético (antimonial trivalente) por Gaspar Vianna, em 1912; Medalha Cidade de Fortaleza (Boticário Ferreira), concedida pala Câmara Municipal de Fortaleza, em 1982; Medalha da Abolição, a mais alta comenda concedida pelo Governo do Estado do Ceará, outorgada em 1984; Medalha Oswaldo Cruz, a mais importante homenagem do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, na área da Saúde Pública, em 1993; Medalha Amílcar Barca Pellon, concedida pelo Governo do Ceará, por intermédio da Secretaria da Saúde do Estado, àqueles que prestaram relevantes serviços à Saúde Pública do Ceará, outorgada em 1993. Postumamente homenageado pela UFC, por ocasião da celebração do cinqüentenário da universidade-mater dos estabelecimentos de ensino superior do Ceará, com a Medalha dos 50 Anos. ALENCAR empresta seu nome a uma sala de aula da Escola de Saúde Pública do Ceará, ao Centro de Estudos do Hospital São José e ao Centro Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará. Faleceu em 20 de abril de 1998, aos 86 anos de idade, deixando quatro filhos: Vera, Sérgio e Sívio com Maristela Benevides; e Galileu com Gersina. Foi sobretudo exemplo de dedicação ao trabalho, amor ao Ceará e ao Brasil e devoção à pesquisa científica. BIBLIOGRAFIA ALENCAR, J. E. – Curriculum vitae apresentado ao Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, por ocasião de seu Concurso para Professor Titular de Parasitologia. 1987. ARARIPE, J.C.A. – A Faculdade de Medicina e sua ação renovadora. Imprensa Universitária do Ceará, Fortaleza-CE, 1958. MARTINS, J.M. – Faculdade de Medicina da UFC, Professores e Médicos Graduados. Edição do Cinqüentenário, Imprensa Universitária da UFC, Fortaleza-CE, pag. 1998. SILVA, M.G.C.S. – Joaquim Eduardo de Alencar: o sanitarista-mor do Ceará. Jornal Brasileiro de História da Medicina (ISSN 1516-0386), vol. 12, Suplemento 1, T52, pag. 68, XIII Congresso Brasileiro de História da Medicina, Fortaleza-Ceará-Brasil, 12 a 15 de novembro de 2008. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Trabalho realizado pelo Projeto de Extensão Preservação de Livros Históricos de Medicina da FM - UFC. XVII Congresso Brasileiro da SBHM, 7 a 10 novembro 2012, São Luiz - Maranhão. ** Professor Adjunto 4, mestre em Patologia/1999, Fac. Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC) *** Professor Titular aposentado, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará Av. Rui Barbosa 3274, fone: (85) 3272 2811 e 3272 4054, cel. 9981 8294, e-mail: daryoliveira@walla.com


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS ACERCA DO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE MÚLTIPLA.
BARBOSA, B.R.; SOUSA, C.E.A.
Universidade Federal do Piauí – UFPI

Introdução: De acordo com o DSM-IV, o Transtorno de Personalidade Múltipla é um tipo de transtorno dissociativo em que o paciente relata perda total ou parcial de uma função mental, sem que haja uma causa orgânica justificável. Trata-se de um desafio para os psiquiatras em termos de diagnóstico e de tratamento. Objetivo: Fazer um breve relato acerca dos registros históricos documentados sobre o transtorno de personalidade múltipla. Metodologia: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática nas bases SciELO e CINAHL sobre o tema. Resultados: A existência de casos de personalidade múltipla não é um fato recente. Existem evidências de que certas pinturas rupestres do período Paleolítico relatavam pessoas portadoras do transtorno. No entanto, apenas em 1791, com Eberhardt Gmelin, observou-se o primeiro relato de caso documentado em grande detalhe. Tratou-se de uma mulher alemã de 20 anos de idade, que começou a falar o idioma francês com perfeição e o idioma natural com sotaque francês. Em 1812, Benjamin Rush coletou relatos de casos de pacientes com o transtorno e teorizou a primeira hipótese causal para a patologia: a desconexão entre os dois hemisférios do cérebro. Em 1816, Samuel Mitchel publicou o caso de Mary Reynolds, considerada normal até o final da adolescência quando, com 19 anos, tornou-se cega e surda por seis semanas. Algum tempo depois, após um descanso, Reynolds despertou com nenhuma memória do ocorrido anteriormente, e permaneceu alternando os estados de personalidade até os 30 anos. No final do século XIX, Eugene Azam, publicou a série de relatos de Felida X, paciente que seguiu por mais de 35 anos e que apresentava três personalidades. Depois da massiva documentação até o século XIX, houve um apagão na publicação de relatos de casos acerca do transtorno até que, em 1957, a história de Christine Sizemore foi publicada e depois transformada em filme, o ajudou a popularizar o distúrbio. Em 1980, o DSM-III estabeleceu critérios para diagnóstico e deu legitimidade à condição. Finalmente, em 1994, com o DSM-IV, houve a renomeação do distúrbio para Transtorno Dissociativo de Identidade. Conclusão: Com a intensidade do debate em torno das controvérsias em torno do transtorno e o desenvolvimento de métodos de triagem e diagnóstico, tem havido um progresso contínuo no entendimento do assunto. Apesar disso, ainda existem profissionais das áreas de saúde mental, que continuam a duvidar da legitimidade do Transtorno de Personalidade Múltipla.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

4 séculos de medicina no Maranhão *



4 séculos de Medicina no Maranhão *.

            As comemorações dos 400 anos de Medicina no Maranhão iniciadas, em julho passado, com o I Congresso Maranhense de Medicina, organizado pela Academia Maranhense de Medicina, finalizaram, na semana passada, com o XVII Congresso Brasileiro de História da Medicina e I Congresso Maranhense de História da Medicina. Estes dois últimos eventos foram promovidos pela Sociedade Brasileira de História da Medicina e pela Sociedade Maranhense de História da Medicina, fundada aqui em São Luís, no dia 28 de abril de 2011 por um grupo de professores da Universidade Federal do Maranhão.
            Se considerarmos a Medicina dita oficial, com seus profissionais preparados em instituições formais autorizadas pelo governo, podemos dizer que os 400 anos que ora são comemorados tiveram início com a chegada à Ilha Grande do Maranhão ou de Upaon-Açu, do jovem médico cirurgião francês, Thomas de Lastre, na expedição de La Ravardière.
            Os diferentes pesquisadores consultados se referem ao Dr. De Lastre como o cirurgião-mor da expedição francesa, filho de um professor de Medicina da Universidade de Paris e com destacada posição entre os fidalgos gauleses.
            Embora não tenha, nos quase três anos que passou aqui, contribuído para alterar o quadro nosológico local, ele, além de estudar as vantagens terapêuticas da nossa flora, deixou aos seus pósteros um exemplo ético ao se dedicar por mais de trinta dias, após a derrota francesa em Guaxinduba  ao tratamento dos feridos tanto patrícios quanto portugueses. Creio que, por apenas este ato, sem mover-se por qualquer preconceito, a sua memória devesse ser reverenciada pelos médicos maranhenses, num momento em que passamos por crises éticas em todo o País.
            Após a partida do cirurgião, a medicina, no novo Estado Colonial Português, passou por momentos bastante difíceis não somente pelas sucessivas epidemias de sarampão e varíola que deixavam sempre grande número de mortes, como pela falta de médicos e medicamentos além da extrema miséria que, segundo Vieira, reinava naquela época.
Por tudo isto, é importante notar que o estudo da História da Medicina não é área restrita a médicos. Compete, também, a diversos campos dos saberes que lhes dão suporte ou mesmo a qualquer pessoa que se interesse pela evolução da Arte de Curar exercida por diferentes civilizações ao longo da história humana.
Assim, no Brasil Colônia, são considerados diferentes tipos de Medicina: a indígena com o pajé, a africana com o feiticeiro, a jesuítica, a popular com o curandeiro, barbeiro, barbeiro-cirurgião, barbeiro-sangrador, barbeiro-sarjador, boticários e parteiras. Devemos considerar, ainda, a chamada medicina alternativa.
Daí o porquê da pergunta de algumas pessoas quanto à arte de curar dos índios que aqui chegaram antes dos portugueses e dos franceses se não seria também medicina. Claro que é como ainda todos os outros tipos já citados. Ocorre, no entanto, que desde a origem da Medicina atribuída aos homens do gelo ou Cro-Magnons que apareceram, na região da atual Europa, entre 40.000 e 10.000 anos a.C., sempre houve a preocupação de selecionar pessoas dentro das comunidades que fossem preparadas para a arte de curar.
Na Idade Média, esta necessidade se fortaleceu com a fundação das primeiras escolas-catedrais transformadas depois em Universidades como a de Bolonha que foi a primeira dentre muitas outras que começaram a ser criadas.
O foco, porém, do trabalho das nossas Sociedades está mais adiante. Repousa na constatação do desgastante processo que vem operando na relação médico-paciente, liame indispensável a dar suporte à confiança do paciente em seu médico para que nele se fortaleça a fé na cura do seu mal.
            É na reconquista desse valor que se mobilizam a Sociedade Brasileira de História da Medicina e todas as instituições congêneres.
            A tecnocracia, o mercantilismo e o etnocentrismo médico vêm promovendo, gradativamente, esse distanciamento entre o médico e o paciente, desde a metade do século passado quando a tecnologia do pós-guerra começou a ser utilizada, para melhoria da qualidade dos recursos médicos, principalmente, os utilizados, nas áreas de diagnóstico e terapêutica.
            Nisto se baseou também o grande êxito dos Congressos nos quais o bom debate conduzido por várias autoridades brasileiras sobre o assunto nos deram os subsídios necessários para revermos a nossa conduta e buscarmos conduzir nossos alunos dentro de uma perspectiva de que muito se tem a melhorar.
           
* Aymoré de Castro Alvim
      AMM, IHGM, APLAC.

terça-feira, 23 de outubro de 2012


XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA MEDICINA E I CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA MEDICINA.
De 07 a 10 de novembro de 2012
São Luís - MA.

POSTERES



DIA 8 DE NOVEMBRO DE 2012
Exposição: das 08:00 às 17:00h.
Avaliação: a partir das 14:00h.
Coordenador de Pôster: Graciomar Costa.


P 1 - MATERNIDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DO RIO DE JANEIRO – BERÇO DA OBSTETRÍCIA BRASILEIRA.
CAMPOS, L.R; NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 2 - MARCAPASSO: IMPULSIONANDO À VIDA.
CAMPOS, L. R. NUNES, B. M.; BRAGA, A
P 3 - LEISHMANIOSE: UMA DOENÇA MILENAR AINDA FREQÜENTE NO BRASIL E PRINCIPALMENTE NO MARANHÃO.
CAMPOS, L.R; NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 4 - JORGE REZENDE E A OBSTETRÍCIA DO SÉCULO XX.
CAMPOS, L.R; NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 5 - HISTÓRIA DA INFECÇÃO PUERPERAL E O ANJO DAS PARIDAS.
CAMPOS, L.R; SANTOS,D.O; BRAGA NETO, A.R.
P 6 - HISTÓRIA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO RIO DE JANEIRO.
CAMPOS, L.R; SANTOS,D.O; BRAGA NETO, A.R.
P 7 - PRÁTICAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA ENTRE MULHERES JOVENS NO ESTADO DO MARANHÃO.
LIMA, A. L. P. de; CARVALHO, I. B. de; PEREIRA, R. de B.
P 8 - USO DE PLATAFORMAS MÓVEIS NA PRÁTICA MÉDICA: O EXEMPLO DE SMARTPHONES E TABLETS.
CARVALHO, T. T. A.; MELO-JÚNIOR, F. B.
P 9 - HISTÓRIA DA MEDICINA FETAL NO BRASIL.
CAMPOS, L.R; SANTOS, D.O; BRAGA NETO, A.R.

P 10 - OPERAÇÃO CESARIANA – REVOLUÇÃO DA ARTE DE NASCER.
CAMPOS, L. R.; MASCARENHAS, L. D; BRAGA, A.
P 11 - HISTÓRIA DA DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL.
BRAGA A.; MASCARENHAS L.D.; CAMPOS L. R..
P 12 - HISTÓRIA DA DIÁLISE – UM DOS GRANDES AVANÇOS DA MEDICINA.
CAMPOS, L. R.; BRAGA, A..
P 13 - SUSRUTA: O PAI DA CIRURGIA PLÁSTICA.
BATISTA, R. A.; RODRIGUES, G. M.; CALDAS, S. A. S.
P 14 - HISTÓRIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO- UFMA.
MADEIRA, T. P. S.; LOGRADO JÚNIOR, R. S.; MOREIRA, R. C. DE S.
P 15 - HISTÓRIA DA CIRURGIA PLÁSTICA NO BRASIL: A CONSTRUÇÃO DE UMA REFERÊNCIA MUNDIAL.
CALDAS, S. A. S.; BATISTA, R. A.; RODRIGUES,G. M.
P 16 - BIOGRAFIA DE JOSÉ CARLOS FERREIRA PIRES: O PIONEIRO DA RADIOLOGIA NA AMÉRICA DO SUL.
RODRIGUES, G. M.; BATISTA, R. A.; CALDAS, S. A. S.
P 17 - DIAGNÓSTICO KATO-KATZ DA ESQUISTOSSOMOSE EM SÃO LUÍS – 16 ANOS DE HISTORIA.
RIOS, L. C. L.; TURRI, R. J. G; ALMEIDA, M. S.
P 18 - HISTÓRIA DA DISCIPLINA DE ONCOLOGIA PARA ESTUDANTES DE MEDICINA: ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E VIVÊNCIAS ACADÊMICAS DO CURSO DE MEDICINA NO DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA/CCBS/UFMA E NA LIGA DE ONCOLOGIA (LAONC) /UFMA.
NASCIMENTO, M. D. S. B.1,2 SILVA, D. F. 1 SILVA, M. A. C. N.1 DIAS, I. C. C.1
P 19 - BIOGRAFIA DE MARIA ARAGÃO: UMA HISTÓRIA DE LUTA E SUPERAÇÃO.
BRANCO, R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; MUNIZ, C.R.
P 20 - HISTÓRIA DAS MICOSES SISTÊMICAS NO MARANHÃO: PRIMEIROS CASOS CLÍNICOS DE PARACOCCIDIODOMICOSE (PCM) DOENÇA.
NASCIMENTO, M. D. S. B. BEZERRA, G. F. B. SILVA, M. A. C. N.
P 21 - HISTÓRIA DO TRANSPLANTE CARDÍACO.
SOUSA, C.E.A.; BARBOSA, B.R.
P 22 -  BREVE HISTÓRICO DO NÚCLEO DE IMUNOLOGIA BÁSICA E APLICADA (NIBA): Implantação da disciplina e os mecanismos de geração e manutenção no Ensino, Pesquisa e Extensão em Imunologia na UFMA.
NASCIMENTO, M. D. S. B. N; MUNIZ FILHO, W. E.; BEZERRA, G. F. B. ; LAULETTA, J. B.
.P 23 - O PROTAGONISMO FEMININO NA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA (1885-2011).
ALENCAR, G.M.P. ; JACOBINA, R.R.
P 24 - POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: ASPECTOS HISTÓRICOS DA PROMOÇÃO DA SAÚDE.
RODRIGUES, J S.; CARVALHO, I. B. de; PEREIRA, R. de B.
P 25 - ATIVIDADE FÍSICA E A POLITICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO BRASIL.
RODRIGUES, J.S.; LIMA, A.L.P.; PEREIRA, R.B.
P 26 - EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI).
BARBOSA, B.R.; SOUSA, C.E.A.
P 27 - MOVIMENTO HIGIENISTA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA.
RODRIGUES, J.S.; LIMA, A.L.P.; CARVALHO, I.B.
P 28 - GEORGE NICHOLAS PAPANICOLAOU (1883-1962): UM PIONEIRO NO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO.
MUNIZ, C.R.; BRANCO, R.C.C.; SILVA, M.A.C.N.
P 29 - A HISTÓRIA DA ANGIOPLASTIA.
SOUSA, C.E.A.; BARBOSA, B.R.


P 30 - HISTÓRIA DO HOSPITAL SÃO MARCOS E DA CANCEROLOGIA PIAUIENSE.
CHAVES, E.B.F ; CARVALHO, T. T. A; MELO JÚNIOR, F. B
P 31 - HISTÓRIA DO HOSPITAL AREOLINO DE ABREU E DA PSIQUIATRIA PIAUIENSE.
CHAVES, E.B.F ; CARVALHO, T. T. A ; MELO-JÚNIOR, F. B
P 32 - DR. ZENON ROCHA: BALUARTE DA MEDICINA PIAUIENSE.
CARVALHO, T. T. A; MELO-JÚNIOR, F. B.; CHAVES, E. B. F.

P 33 - OS CENTROS ACADÊMICOS E A MOBILIZAÇÃO DOS ESTUDANTES DE MEDICINA: A EXPERIÊNCIA DO CAZERO.

CARVALHO, T. T. A.; MELO-JÚNIOR, F. B.; ROCHA, J. S.

P 34 - HIGIENE E LIMPEZA PÚBLICA NO BRASIL DO SÉCULO XIX.
ROSA, C.A.P.; CARMECINI, T.F.; GURGEL, C.B.F.M.

P 35 - BIOGRAFIA DE FERNANDO RIBAMAR VIANA: CIÊNCIA E ARTE NA VIDA DO PATRONO DA ACADEMIA MARANHENSE DE MEDICINA
SILVA, M. A. C. N.; BEZERRA, G. F. B.; NASCIMENTO, M. D. S. B.

P 36 - A HISTÓRIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFMA (HUUFMA): ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE.

P 37 - ASPECTOS HISTÓRICOS DO CURSO DE MEDICINA DA UFMA: DA CRIAÇÃO AOS DIAS ATUAIS.
SILVA, M. A. C. N.; MUNIZ FILHO, W.E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.

P 38 - O RESGATE DA PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA DO CURSO DE MEDICINA DA UFMA: REFLEXÕES E TEMÁTICAS.
SILVA, M. A. C. N.; MUNIZ FILHO, W.E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.


P 39 - DOENÇA DE CHAGAS: A HISTÓRIA DOS TRANSPLANTES CARDÍACOS NO BRASIL.
SILVA, M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; MUNIZ, C. R.
P 40 - HISTÓRIA DA PERÍCIA MÉDICA NO MARANHÃO: MANIFESTAÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS ENTRE PROFESSORES DE SÃO LUIS E SUA RELAÇÃO COM AFASTAMENTO DO TRABALHO.
SILVA, M. A. C. N.; MANIÇOBA, A. C. B. N.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 41 - HISTÓRIA DA PERÍCIA MÉDICA NO MARANHÃO: PATOLOGIAS OSTEOMUSCULARES COMO CAUSA DE APOSENTADORIA POR INVALIDEZ EM SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIS DE 2009 A 2011.
SILVA, M. A. C. N.; ALMEIDA, G. F. P.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 42 - PERÍCIA MÉDICA NO BRASIL E NO MUNDO: SÍNTESE HISTÓRICA.
SILVA, M. A. C. N.; RIBEIRO, M. H. A.; NASCIMENTO, M. D. S. B





DIA 9 DE NOVEMBRO DE 2012
Exposição: das 08:00 às 17:00h.
Avaliação: a partir das 14:00h.
Coordenador de Pôster: Graciomar Costa.

P 43 - HISTÓRIA DA ERGONOMIA NO BRASIL E NO MUNDO: FUNDAMENTOS E PRÁTICAS.
SILVA, M. A. C. N.; RIBEIRO, M. H. A.; NASCIMENTO, M. D. S. B.

P 44 - HISTÓRIA DA PERÍCIA MÉDICA NO MARANHÃO: REPERCUSSÃO DO CÂNCER DE MAMA NA CONCESSÃO DE APOSENTADORIA POR INVALIDEZ EM SERVIDORES PÚBLICOS DE UM MUNICÍPIO BRASILEIRO.
SILVA, M. A. C. N.; MUNIZ FILHO, W. E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.

P 45 - AS EPIDEMIAS DE RETINOPATIA DA PREMATURIDADE.

PASSOS,A.F.; ALMEIDA, C.S.C.; SANTOS, J.L.

P 46 - HISTÓRIA DA MEDICINA ÁRABE: CORPO E MENTE.
RIBEIRO, M. D. T. LINDOSO, J. B. dos R. L. NETO, C. P. de O.

P 47 - A HISTÓRIA DA VARÍOLA NO MARANHÃO DO SÉCULO XVII AO XIX.
BRINGEL, M. O.; ANJOS, J. A. A.
P 48 - A TUBERCULOSE NO MARANHÃO NO SÉCULO XXI.
BRINGEL, M. O; ANJOS, J. A. A.
P 49 - MEDICINA MEDIEVAL ESCOLÁSTICA
OLIVEIRA NETO, C. P. de; LINDOSO, J. B. dos R. L.;RIBEIRO, M. D. T.
P 50 - A IMPORTÂNCIA DE OSWALDO CRUZ PARA A MEDICINA BRASILEIRA
SILVA NETO, R.B.
P 51 - A HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA NO BRASIL.
SILVA NETO, R.B.;

P 52 - A HISTÓRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL ACADÊMICO NO MARANHÃO DURANTE A PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX.

DIAS, I.C.C.; ALVIM, A.C.

P 53 - AS VACINAS AO LONGO DA HISTÓRIA: DA REJEIÇÃO SOCIAL À AMPLA APLICAÇÃO
DIAS, I.C.C.; ALVIM, A.C.

P 54 - MACRÓFAGO: UM BREVE HISTÓRICO DE UMA CÉLULA PLÁSTICA
CYSNE, D.N.; NASCIMENTO, F.R.F.

P 55 - MEDICINA MEDIEVAL MONÁSTICA
OLIVEIRA NETO, C.P.; LINDOSO, J.B.R.L; RIBEIRO, M.D.T.R.

P 56 - INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO NA MEDICINA MEDIEVAL
ARAÚJO, V.N.; CUTRIM, P.T.; SILVA JUNIOR, S.R.P.
P 57 - A REVISTA SAÚDE EM DEBATE E A DIVULGAÇÃO DAS IDÉIAS MÉDICAS NO BRASIL.
SOPHIA, D.C.
P 58 - A FEBRE AMARELA EM CAMPINAS - SP NO FINAL DO SÉCULO XIX
ROMÃO, M. M.; SILVESTRE, M. B.; TEIXEIRA, D. F. S.; GURGEL, C. B. F. M.
P 59 - O CORPO HUMANO E SEUS SANTOS PROTETORES: SANTA ÁGATA, A PROTETORA DOS SEIOS
RIBEIRO, E.M.R; TUBINO, P.V.A.
P 60 - A REVISTA SAÚDE EM DEBATE E A DIVULGAÇÃO DAS IDÉIAS MÉDICAS NO BRASIL.
SOPHIA, D.C.
P 61 - REVISÃO SOBRE MASTALGIA ACÍCLICA
BARROS, A. O.
P 62 - BIOGRAFIA DE VITAL BRASIL: UM EXPONTE DA CIÊNCIA DO OFIDISMO
SILVA, M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 63 - BIOGRAFIA DE CARLOS DA SILVA LACAZ: A HISTÓRIA DE UM GRANDE MICOLOGISTA
SILVA, M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; BEZERRA, G. F. B.
P 64 - HISTÓRIA DA MICOLOGIA MÉDICA: SABERES E PRÁTICAS
BRANCO, R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; BEZERRA, G. F. B.
P 65 - ASPECTOS DA MEDICINA DO SERTÃO NORDESTINO CANTADOS POR LUIZ GONZAGA
BRANCO, R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; BEZERRA, G. F. B.
P 66 - PRESERVAÇÃO DA OBRA PRIMA DO VINSCONDE DE SABOIA.
OLIVEIRA, D. A & BRAGA NETO, A.R.

P 67 - CENTENÁRIO DE JOAQUIM EDUARDO DE ALENCAR.
OLIVEIRA, D. A & TOMÉ, G.S.
P 68 - A HANSENÍASE NA LINHA DO TEMPO.
PIRES, A.M.S.; ALVIM, C. A.; COSTA, G.

P 69 - ORIGEM DOS PARASITOS DO HOMEM
PIRES, A. M.S; ALVIM, A.C;  ALVIM, M..


P 70 - 2012: CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE WALDEMAR DE ALCÂNTARA.
OLIVEIRA, D.A.

P 71 – A ORIGEM DA MEDICINA.
ALVIM, C. A.; PIRES, A.M.S.; DIAS,I.C.C    

P 72- ALAIN CARPENTIER: PAI DA CIRURGIA VALVAR MODERNA, EXPOENTE DA CIRURGIA CARDIOVASCULAR MUNDIAL

TUBINO, P.V.A.;ALVES,E.M.O.;RODRIGUES, A.J.
P73 - ESQUISTOSSOMOSE NO MARANHÃO.
CARVALHO, I. B. de; LIMA, A. L. P. de;  RODRIGUES, J S.

P.74 - DR. JOÃO BRAULINO DE CARVALHO

VIANA, L.F.B.            


P.75 - A SOCIEDADE DE PARASITOLOGIA E DOENÇAS TROPICAIS DO MARANHÃO - Uma contribuição ao desenvolvimento científico do Estado.

ALVIM, A. C.; PIRES, A.M.S.; ALVIM, M.C.
      

P 76. HISTORIA DA CIRURGIA CARDÍACA E VASCULAR BRASILEIRA

CAMPOS, A.B.C.; SANTOS, A.M.

P.77 - OSWALDO CRUZ E A FUNDAÇÂO DA MEDICINA EXPERIMENTAL NO BRASIL

MARTINS, B.L.S.; SILVA, C. M.; CARVALHO, F.

P 78 - MOVIMENTO HIGIENISTA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA.

RODRIGUES, J S.;LIMA, A. L. P. de; CARVALHO, I. B. de;

P 79 - LUCAS, MÉDICO, HISTORIADOR, EVANGELISTA, PINTOR E SANTO.

MORÍNIGO, F.; C.

P 80 -  MÉDICOS E CIENTISTAS NOS SELOS POSTAIS COMEMORATIVOS BRASILEIROS.


P 81 - MEDICINA ESCOLÁSTICA.
OLIVEIRA NETO, C.P.