sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
AO 03 - O BARBEIRO DA FAMEB: GUARDIÃO
PERPÉTUO DO DAMED
JACOBINA, R.R; BOMFIM D.E.; DUTRA L.S.
Faculdade de Medicina da Bahia – FAMEB - Universidade Federal da Bahia,
Salvador-BA
A Faculdade de Medicina da
Bahia (Fameb) tem um barbeiro, o Sr. Pedro Benedito de São José (Seo Bina) que
atua num dos prédios da faculdade (Fameb-Vale do Canela) desde 1962, portanto,
há cinco décadas. Ele recebeu uma placa de mármore de “guardião perpétuo” do
Diretório Acadêmico de Medicina (Damed), fixada na parede externa da sede do
Damed, no prédio do Vale do Canela. Objetivos: 1 - Identificar o protagonismo
de outros sujeitos na história da escola mater da medicina brasileira; 2 –
Investigar a razão da homenagem dos estudantes ao barbeiro. Metodologia: Estudo
descritivo-analítico sobre o papel dos sujeitos na história. Usando a técnica
da entrevista semi-estruturada foram feitos dois depoimentos do Sr. Pedro
Benedito (Seo Bina): o primeiro, em 2006, numa entrevista filmada por dois
acadêmicos; e o segundo, em junho de, 2009, em entrevista gravada por um
professor que trabalha com pesquisa histórica. Resultados: O estudo constatou a
dedicação de uma pessoa sem vínculo formal com a instituição, mas com um
profundo vínculo simbólico com a Fameb-Ufba. Constatou também o protagonismo de
Seu Bina na história bicentenária da Fameb, em especial, no período do regime
militar (1964-1985), quando colocou sua segurança pessoal em risco na defesa de
estudantes da escola médica, abrigando e escondendo lideranças estudantis
dentro de sua barbearia quando as forças da repressão política invadiram
algumas vezes a Fameb no Terreiro de Jesus. Em recente reforma (2008-2009), a
Reitoria tentou desalojar o barbeiro, mas esta tentativa foi rechaçada pela
direção, por docentes e, sobretudo, por centenas de estudantes da Faculdade.
Conclusão: A história de uma instituição bicentenária não é só feita por seus
dirigentes ou quadros mais titulados. Este estudo revela um barbeiro como
monumento vivo, a ter seus direitos em vida defendidos e cuja memória deve ser
preservada pela mais antiga faculdade de medicina do país.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Valorizar o passado para compreender o
presente
Natalino
Salgado Filho,
AMM, AML, ACM, IHGM, Membro da Soc. Maranhense de H. Medicina.
Por uma dessas coincidências da vida sobre as quais muitas vezes não temos explicações, deparei-me recentemente com a descoberta do artigo de dom José Medeiros Delgado, intitulado A Cidade Universitária, publicado no Jornal do Maranhão, em 7 de agosto de 1960. A coincidência é o fato de que, em 29 de janeiro de 2012, publiquei, aqui mesmo em O Estado do Maranhão, um texto justamente intitulado Cultura Universitária x Cidade Universitária, no qual tratava do momento auspicioso que vive a Universidade Federal do Maranhão, renovada em seus ideais de bem servir a comunidade na qual está inserida, entendida hoje no conceito real de Cidade Universitária.
Quando da publicação de meu artigo, discorri sobre o
aumento dos cursos de graduação, especialização, mestrados e doutorados; ainda
sobre a política atuante de interiorização dos cursos em parceria com o governo
do Estado e prefeituras, reconhecendo a vocação de cada região desse nosso
grandioso Maranhão; o incremento nas obras físicas no Campus e nos Campi, bem
como o crescente número de eventos, parcerias, projetos realizados e, com
especial destaque para a 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência - SBPC, que será realizada de 22 a 27 de julho de 2012, em
São Luís, como parte da programação dos 400 anos de fundação da cidade, que
adotou como tema Ciência e Cultura: Saberes Tradicionais para enfrentar a
pobreza.
Para aqueles que ainda não conhecem a figura emblemática
de dom José Medeiros Delgado, trata-se de um homem visionário, apaixonado pelas
letras e pelas ciências e que veio para cá em 1951, quando assumiu o
Arcebispado e aqui ficou até 1963, quando foi transferido para Fortaleza. Dom
Delgado figurou entre os mais importantes intelectuais da época que lutaram
para que o Maranhão tivesse sua universidade. Muitos são os seus feitos e seu
legado de dedicação e desvelo em prol do conhecimento. Para um reconhecimento
ainda maior, informo que estamos trabalhando para resgatar essa história e
assim prestar uma justa e merecida homenagem a pessoas que, como ele, abraçaram
a causa do conhecimento e sonharam um dia em legar uma universidade às outras
gerações.
Ao ler o artigo de dom Delgado, pude vislumbrar ecos proféticos, principalmente quando ele afirma que “A Cidade Universitária (...) terá de consumir uns 50 anos de trabalho. Alguns Arcebispos passarão pelo Maranhão. Isto a terceira geração, a contar d’agora, virá contemplá-la realizada”.
Em 2012, passados 52 anos de suas palavras, a profecia alcança seu real cumprimento, pois a Cidade Universitária é hoje uma feliz realidade para milhares de pessoas que um dia entraram por aquelas portas e saíram graduados, mestres, doutores e para aqueles que ainda estão trilhando esse caminho. E isso sem contar com diversas ações empreendidas para a melhoria e engrandecimento da sociedade maranhense.
Dom Delgado, à sua época, também enfrentou diversas dificuldades e oposições, mas preferiu falar de fé e perseverança, numa lição que se sobrepõe a qualquer época ou geração, como ele mesmo destaca: “Para os Bispos, dignos dêste nome, o imediatismo não é a grande fôrça. A História os mede pela perseverança. Nenhum deles vive exclusivamente do presente, crescem alimentados pela esperança. O futuro instala-se dentro de seus corações, comunicando-lhes um poder que os descrentes desconhecerão e os sonhadores apenas vislumbram. É daí que vem a fôrça dos que não possuem armas materiais”.
Talvez dom Delgado sequer imaginasse como o sonho iria
realizar-se ou qual seria sua exata dimensão. Ao falar de Cidade Universitária,
apontava para algo que à época poderia ser entendido por um mero devaneio, mas
que ele escolhera como missão de vida, sem contudo deixar de se questionar dos
espinhos da árdua tarefa: “Quantos adubarão a terra com a ruina de corpos
mortais até que tanto se faça? Quais os que morrerão espiritualmente durante a
peleja? Quem escolherá imortalizar-se por feitos gloriosos na execução do
magnífico projeto? Só Deus saberá responder a tais indagações (...) O filho de
Deus deve sonhar inclusive com a Cidade Universitária”.
Com certeza inspirado pelo mandamento bíblico dos
evangelhos que afirma que “Tudo é possível ao que crê”, dom Delgado estimulou
gerações de homens e mulheres a atenderam ao chamado de construir a Cidade
Universitária. Essa menção a esse episódio é importante, pois valorizar o
passado também é uma forma de compreender o presente. O desafio de sonhar algo
inovador nunca foi fácil e mais difícil ainda trabalhar na realização desse
sonho, mas com determinação e coragem é possível transpor todos os obstáculos.
Que a voz profética de dom Delgado nos inspire a continuar na busca da
perfeição e que outras gerações não apenas conservem o que já conquistamos, mas
trabalhem na evolução dessa conquista.
Doutor em Nefrologia,
reitor da UFMA, .
domingo, 30 de dezembro de 2012
CENTENÁRIO DE JOAQUIM EDUARDO ALENCAR *
Dary Alves Oliveira** & Geraldo de Sousa Tomé ***.
Nasceu no município de Pacatuba, Ceará, em 18 de abril de 1912. Filho de
Galileu Thaumaturgo de Alencar, ferroviário da Rede de Viação Cearense e de
Noeme Eduardo de Alencar, dedicada as prendas do lar. Cursou escola pública em
Fortaleza; o primário no Colégio Nogueira e no VIII Grupo Escolar de Fortaleza,
concluindo o Curso Secundário no Liceu do Ceará em 1928. Ingressou por
vestibular na Faculdade de Medicina da Bahia, em fevereiro de 1929, vindo a
diplomar-se em 08 de dezembro de 1934. Como médico atuou em Rocca Salles, no
município de Lajeado, Rio Grande do Sul em 1935, retornando ao Ceará em 1936,
para trabalhar como taquigrafo da Assembléia Legislativa até novembro de 1937,
quando o golpe de Estado, dado por Getúlio Vargas, fechou todos os parlamentos
brasileiros, e instalou o Estado Novo. Dedicou-se então à clínica médica,
atuando nos municípios de Fortaleza, Redenção e Baturité, tendo, em 1938, sido
médico da Escola de Menores Abandonados e Delinqüentes de Santo Antônio de
Pitaguari, em Fortaleza. Entre 1937 e 1941, lecionou as disciplinas Física,
Química, História Natural e Higiene no Educandário Santa Maria e no Colégio
Santa Cecília, ambos em Fortaleza. Em 1939, passou a atuar como Médico
Sanitarista do Departamento de Saúde Pública do Estado do Ceará, sendo chefe do
Posto de Higiene de Baturité. Em 1940, aos 27 anos de idade, foi nomeado
Diretor do Departamento Estadual de Saúde, cargo mais importante da área da
saúde estadual, sendo exonerado no Governo do interventor Menezes Pimentel,
provavelmente por razões ideológicas política, por ser de esquerda. DESCRIÇÃO
DA FORMAÇÃO CIENTÍFICA Em 1942, no Rio de Janeiro, iniciou o Curso de
Especialização em Higiene e Saúde Pública, depois o Mestrado em Saúde Pública
no Instituto Oswaldo Cruz. Em 1943, através de concurso, em que foi
classificado em 1o lugar, passou a integrar o Quadro Permanente de Médico
Sanitarista Federal, do Ministério da Educação e Saúde, até sua aposentadoria
ocorrida em 1968. Tendo visitado em 1958, sob os auspícios da Organização
Panamericana da Saúde (OPAS), instituições de pesquisa de Portugal, da
Inglaterra, da Itália, de Israel e do Quênia. Em 1962, como diretor do
Instituto de Medicina Preventiva (IMEP), um instituto modelo para o ensino e a
formação em Medicina Preventiva, visitou universidades de Porto Rico, dos
Estados Unidos da América, do México, do Panamá, de El Salvador e da Colômbia.
Professor em 1947, fez parte do grupo dos médicos fundadores da Faculdade de
Medicina do Ceará, pertencente ao Instituto de Ensino Médico, que
posteriormente seria federalizada, para formar a Universidade Federal do Ceará
(UFC), oficializada em 1954. Morou na Itália, como pesquisador bolsista do
Istituto Superiori di Sanità, onde conheceu o Prof. Giovanni Berlinguer,
expoente da reforma sanitária italiana. Também trabalhou em Cuba como Oficial
Médico da OMS-OPAS, de 1969 a 1971. Aposentou-se como Professor Titular de
Parasitologia em 1982 compulsoriamente e trabalhou como professor “voluntário”
da UFC, até 1990. DISCUSSÃO SOBRE O LEGADO Núcleo de Medicina Tropical, criado
em 1978, foi seu primeiro coordenador, viabilizando a participação do Centro de
Ciências da Saúde no Acordo de Cooperação Técnica da UFC com a Universidade de
Paris, no Convênio CAPES-COFECUB, que possibilitou a pós-graduação de vários
pesquisadores da UFC em serviços franceses e fomentou uma vasta produção
científica consorciada, resultando, no surgimento do ensino de Pós-graduação na
área de Doenças Tropicais. Dentre as tantas atividades desenvolvidas destacamos
a pesquisa às doenças tropicais, como a doença de Chagas, a esquistossomose e a
leishmaniose visceral, do que resultou grande produção científica, entre
artigos, capítulos de livros e trabalhos em anais de congressos, aproxima-se de
duzentas contribuições. Sua primeira publicação foi feita na revista Ceará
Médico, em 1940, sob o título A Situação do Problema da Lepra no Ceará; e a sua
última aconteceu em 1992, sobre leishmaniose visceral, publicada em colaboração
com Richard D. Pearson, da Universidade de Virgínia, nos EUA, no American
Journal of Tropical Medicine and Hygiene. Há trabalhos que se tornaram
clássicos da literatura de Medicina Tropical, como “Calazar Canino: contribuição
para o estudo da epidemiologia do calazar no Brasil” (1959); essa obra, sua
tese de livre-docência, aprovada com nota 10,0 (dez) de todos os examinadores,
trata dos múltiplos aspectos do calazar, permanecendo como valiosa fonte de
consulta para estudiosos do assunto, à conta de seu grande valor científico
para os que desejam saber mais sobre a doença, dada à enorme amplitude de
informações sobre a leishmaniose visceral. Aos 75 anos de idade, escreveu um de
seus mais importantes trabalhos: “História Natural da Doença de Chagas no
Estado do Ceará” (1987), defendida como tese ao ensejo do concurso para
professor titular, mereceu a média 9,99 (nove vírgula noventa e nove
centésimos) da banca examinadora. CONSIDERAÇÕES FINAIS ALENCAR fez parte de
numerosas associações e órgãos de classe, entre os quais destacamos: Acadêmico
Fundador (1978) da Academia Cearense de Medicina, da qual foi seu Presidente
nos biênios 1982/1983 e 1983/1984; acadêmico fundador (1976) da Academia
Brasileira de Administração Hospitalar; sócio fundador da Sociedade Brasileira
de Medicina Tropical, tendo sido o seu Presidente no biênio 1979/1980; sócio
fundador e 1o Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia, cobrindo o
período 1963/1965; Presidente do Centro Médico Cearense (atual Associação
Médica Cearense), no biênio 1959/1960; e Membro Efetivo da Academia Cearense de
Ciências (1986). Recebeu diversas homenagens e condecorações, das quais
registramos: Medalha Carlos Chagas, comemorativa do cinqüentenário da
descoberta da doença de Chagas, conferida pela Universidade Federal de Minas
Gerais, em 1959; Medalha Cultural Gaspar Vianna, em 1962, instituída pelo
Ministério da Saúde, em comemoração ao cinqüentenário da descoberta do
tratamento das leishmanioses com tártaro emético (antimonial trivalente) por
Gaspar Vianna, em 1912; Medalha Cidade de Fortaleza (Boticário Ferreira),
concedida pala Câmara Municipal de Fortaleza, em 1982; Medalha da Abolição, a
mais alta comenda concedida pelo Governo do Estado do Ceará, outorgada em 1984;
Medalha Oswaldo Cruz, a mais importante homenagem do Governo Federal, por meio
do Ministério da Saúde, na área da Saúde Pública, em 1993; Medalha Amílcar
Barca Pellon, concedida pelo Governo do Ceará, por intermédio da Secretaria da
Saúde do Estado, àqueles que prestaram relevantes serviços à Saúde Pública do
Ceará, outorgada em 1993. Postumamente homenageado pela UFC, por ocasião da
celebração do cinqüentenário da universidade-mater dos estabelecimentos de
ensino superior do Ceará, com a Medalha dos 50 Anos. ALENCAR empresta seu nome
a uma sala de aula da Escola de Saúde Pública do Ceará, ao Centro de Estudos do
Hospital São José e ao Centro Acadêmico do Curso de Medicina da Universidade
Estadual do Ceará. Faleceu em 20 de abril de 1998, aos 86 anos de idade, deixando
quatro filhos: Vera, Sérgio e Sívio com Maristela Benevides; e Galileu com
Gersina. Foi sobretudo exemplo de dedicação ao trabalho, amor ao Ceará e ao
Brasil e devoção à pesquisa científica. BIBLIOGRAFIA ALENCAR, J. E. –
Curriculum vitae apresentado ao Departamento de Patologia e Medicina Legal da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, por ocasião de seu
Concurso para Professor Titular de Parasitologia. 1987. ARARIPE, J.C.A. – A
Faculdade de Medicina e sua ação renovadora. Imprensa Universitária do Ceará,
Fortaleza-CE, 1958. MARTINS, J.M. – Faculdade de Medicina da UFC, Professores e
Médicos Graduados. Edição do Cinqüentenário, Imprensa Universitária da UFC,
Fortaleza-CE, pag. 1998. SILVA, M.G.C.S. – Joaquim Eduardo de Alencar: o sanitarista-mor
do Ceará. Jornal Brasileiro de História da Medicina (ISSN 1516-0386), vol. 12,
Suplemento 1, T52, pag. 68, XIII Congresso Brasileiro de História da Medicina,
Fortaleza-Ceará-Brasil, 12 a 15 de novembro de 2008.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
* Trabalho realizado pelo Projeto de Extensão Preservação de Livros
Históricos de Medicina da FM - UFC. XVII Congresso Brasileiro da SBHM, 7 a 10
novembro 2012, São Luiz - Maranhão. ** Professor Adjunto 4, mestre em
Patologia/1999, Fac. Medicina, Universidade Federal do Ceará (UFC) ***
Professor Titular aposentado, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do
Ceará Av. Rui Barbosa 3274, fone: (85) 3272 2811 e 3272 4054, cel. 9981 8294,
e-mail: daryoliveira@walla.com
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS ACERCA DO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE MÚLTIPLA.
BARBOSA, B.R.; SOUSA, C.E.A.
Universidade Federal do Piauí – UFPI
Introdução: De acordo com o DSM-IV, o Transtorno de Personalidade
Múltipla é um tipo de transtorno dissociativo em que o paciente relata perda
total ou parcial de uma função mental, sem que haja uma causa orgânica
justificável. Trata-se de um desafio para os psiquiatras em termos de
diagnóstico e de tratamento. Objetivo: Fazer um breve relato acerca dos
registros históricos documentados sobre o transtorno de personalidade múltipla.
Metodologia: Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática nas bases SciELO
e CINAHL sobre o tema. Resultados: A existência de casos de personalidade
múltipla não é um fato recente. Existem evidências de que certas pinturas
rupestres do período Paleolítico relatavam pessoas portadoras do transtorno. No
entanto, apenas em 1791, com Eberhardt Gmelin, observou-se o primeiro relato de
caso documentado em grande detalhe. Tratou-se de uma mulher alemã de 20 anos de
idade, que começou a falar o idioma francês com perfeição e o idioma natural
com sotaque francês. Em 1812, Benjamin Rush coletou relatos de casos de
pacientes com o transtorno e teorizou a primeira hipótese causal para a
patologia: a desconexão entre os dois hemisférios do cérebro. Em 1816, Samuel
Mitchel publicou o caso de Mary Reynolds, considerada normal até o final da
adolescência quando, com 19 anos, tornou-se cega e surda por seis semanas.
Algum tempo depois, após um descanso, Reynolds despertou com nenhuma memória do
ocorrido anteriormente, e permaneceu alternando os estados de personalidade até
os 30 anos. No final do século XIX, Eugene Azam, publicou a série de relatos de
Felida X, paciente que seguiu por mais de 35 anos e que apresentava três
personalidades. Depois da massiva documentação até o século XIX, houve um
apagão na publicação de relatos de casos acerca do transtorno até que, em 1957,
a história de Christine Sizemore foi publicada e depois transformada em filme,
o ajudou a popularizar o distúrbio. Em 1980, o DSM-III estabeleceu critérios para
diagnóstico e deu legitimidade à condição. Finalmente, em 1994, com o DSM-IV,
houve a renomeação do distúrbio para Transtorno Dissociativo de Identidade.
Conclusão: Com a intensidade do debate em torno das controvérsias em torno do
transtorno e o desenvolvimento de métodos de triagem e diagnóstico, tem havido
um progresso contínuo no entendimento do assunto. Apesar disso, ainda existem
profissionais das áreas de saúde mental, que continuam a duvidar da
legitimidade do Transtorno de Personalidade Múltipla.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
4 séculos de medicina no Maranhão *
4 séculos de Medicina no
Maranhão *.
As
comemorações dos 400 anos de Medicina no Maranhão iniciadas, em julho passado,
com o I Congresso Maranhense de Medicina, organizado pela Academia Maranhense
de Medicina, finalizaram, na semana passada, com o XVII Congresso Brasileiro de
História da Medicina e I Congresso Maranhense de História da Medicina. Estes
dois últimos eventos foram promovidos pela Sociedade Brasileira de História da
Medicina e pela Sociedade Maranhense de História da Medicina, fundada aqui em
São Luís, no dia 28 de abril de 2011 por um grupo de professores da
Universidade Federal do Maranhão.
Se considerarmos a Medicina dita
oficial, com seus profissionais preparados em instituições formais autorizadas
pelo governo, podemos dizer que os 400 anos que ora são comemorados tiveram
início com a chegada à Ilha Grande do Maranhão ou de Upaon-Açu, do jovem médico
cirurgião francês, Thomas de Lastre, na expedição de La Ravardière.
Os diferentes pesquisadores consultados
se referem ao Dr. De Lastre como o cirurgião-mor da expedição francesa, filho
de um professor de Medicina da Universidade de Paris e com destacada posição
entre os fidalgos gauleses.
Embora não tenha, nos quase três
anos que passou aqui, contribuído para alterar o quadro nosológico local, ele,
além de estudar as vantagens terapêuticas da nossa flora, deixou aos seus
pósteros um exemplo ético ao se dedicar por mais de trinta dias, após a derrota
francesa em Guaxinduba ao tratamento dos feridos tanto patrícios quanto portugueses.
Creio que, por apenas este ato, sem mover-se por qualquer preconceito, a sua
memória devesse ser reverenciada pelos médicos maranhenses, num momento em que
passamos por crises éticas em todo o País.
Após a partida do cirurgião, a
medicina, no novo Estado Colonial Português, passou por momentos bastante
difíceis não somente pelas sucessivas epidemias de sarampão e varíola que
deixavam sempre grande número de mortes, como pela falta de médicos e medicamentos
além da extrema miséria que, segundo Vieira, reinava naquela época.
Por tudo isto, é importante notar que
o estudo da História da Medicina não é área restrita a médicos. Compete,
também, a diversos campos dos saberes que lhes dão suporte ou mesmo a qualquer
pessoa que se interesse pela evolução da Arte de Curar exercida por diferentes
civilizações ao longo da história humana.
Assim, no Brasil Colônia, são
considerados diferentes tipos de Medicina: a indígena com o pajé, a africana
com o feiticeiro, a jesuítica, a popular com o curandeiro, barbeiro, barbeiro-cirurgião,
barbeiro-sangrador, barbeiro-sarjador, boticários e parteiras. Devemos
considerar, ainda, a chamada medicina alternativa.
Daí o porquê da pergunta de algumas
pessoas quanto à arte de curar dos índios que aqui chegaram antes dos
portugueses e dos franceses se não seria também medicina. Claro que é como
ainda todos os outros tipos já citados. Ocorre, no entanto, que desde a origem
da Medicina atribuída aos homens do gelo ou Cro-Magnons que apareceram, na
região da atual Europa, entre 40.000 e 10.000 anos a.C., sempre houve a
preocupação de selecionar pessoas dentro das comunidades que fossem preparadas
para a arte de curar.
Na Idade Média, esta necessidade se
fortaleceu com a fundação das primeiras escolas-catedrais transformadas depois
em Universidades como a de Bolonha que foi a primeira dentre muitas outras que
começaram a ser criadas.
O foco, porém, do trabalho das nossas
Sociedades está mais adiante. Repousa na constatação do desgastante processo
que vem operando na relação médico-paciente, liame indispensável a dar suporte
à confiança do paciente em seu médico para que nele se fortaleça a fé na cura
do seu mal.
É na reconquista desse valor que se
mobilizam a Sociedade Brasileira de História da Medicina e todas as
instituições congêneres.
A tecnocracia, o mercantilismo e o
etnocentrismo médico vêm promovendo, gradativamente, esse distanciamento entre o
médico e o paciente, desde a metade do século passado quando a tecnologia do
pós-guerra começou a ser utilizada, para melhoria da qualidade dos recursos
médicos, principalmente, os utilizados, nas áreas de diagnóstico e terapêutica.
Nisto se baseou também o grande
êxito dos Congressos nos quais o bom debate conduzido por várias autoridades
brasileiras sobre o assunto nos deram os subsídios necessários para revermos a
nossa conduta e buscarmos conduzir nossos alunos dentro de uma perspectiva de
que muito se tem a melhorar.
* Aymoré de Castro Alvim
AMM, IHGM, APLAC.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA MEDICINA E I CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA MEDICINA.
De 07 a 10 de novembro de 2012
São Luís - MA.
POSTERES
DIA
8 DE NOVEMBRO DE 2012
Exposição:
das 08:00 às 17:00h.
Avaliação:
a partir das 14:00h.
Coordenador
de Pôster: Graciomar Costa.
P 1 - MATERNIDADE DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DO
RIO DE JANEIRO – BERÇO DA OBSTETRÍCIA BRASILEIRA.
CAMPOS, L.R;
NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 2 - MARCAPASSO: IMPULSIONANDO À VIDA.
CAMPOS, L. R.
NUNES, B. M.; BRAGA, A
P 3 - LEISHMANIOSE: UMA DOENÇA MILENAR AINDA
FREQÜENTE NO BRASIL E PRINCIPALMENTE NO MARANHÃO.
CAMPOS, L.R;
NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 4 - JORGE REZENDE E A OBSTETRÍCIA DO SÉCULO XX.
CAMPOS, L.R;
NUNES, B.M.; BRAGA NETO, A.R.
P 5 - HISTÓRIA DA INFECÇÃO PUERPERAL E O ANJO DAS
PARIDAS.
CAMPOS, L.R;
SANTOS,D.O; BRAGA NETO, A.R.
P 6 - HISTÓRIA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO RIO
DE JANEIRO.
CAMPOS, L.R;
SANTOS,D.O; BRAGA NETO, A.R.
P 7 - PRÁTICAS DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA ENTRE
MULHERES JOVENS NO ESTADO DO MARANHÃO.
LIMA, A. L. P. de;
CARVALHO, I. B. de; PEREIRA, R. de B.
P 8 - USO DE PLATAFORMAS MÓVEIS NA PRÁTICA MÉDICA:
O EXEMPLO DE SMARTPHONES E TABLETS.
CARVALHO, T. T.
A.; MELO-JÚNIOR, F. B.
P 9 - HISTÓRIA DA MEDICINA FETAL NO BRASIL.
CAMPOS, L.R;
SANTOS, D.O; BRAGA NETO, A.R.
P 10 - OPERAÇÃO
CESARIANA – REVOLUÇÃO DA ARTE DE NASCER.
CAMPOS,
L. R.; MASCARENHAS, L. D; BRAGA, A.
P 11 - HISTÓRIA DA DOENÇA
TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL.
BRAGA
A.; MASCARENHAS L.D.; CAMPOS L. R..
P 12 - HISTÓRIA DA DIÁLISE –
UM DOS GRANDES AVANÇOS DA MEDICINA.
CAMPOS,
L. R.; BRAGA, A..
P 13 - SUSRUTA: O PAI DA
CIRURGIA PLÁSTICA.
BATISTA,
R. A.; RODRIGUES, G. M.; CALDAS, S. A. S.
P 14 - HISTÓRIA DO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO- UFMA.
MADEIRA,
T. P. S.; LOGRADO JÚNIOR, R. S.; MOREIRA, R. C. DE S.
P 15 - HISTÓRIA DA CIRURGIA
PLÁSTICA NO BRASIL: A CONSTRUÇÃO DE UMA REFERÊNCIA MUNDIAL.
CALDAS,
S. A. S.; BATISTA, R. A.; RODRIGUES,G. M.
P 16 - BIOGRAFIA DE JOSÉ
CARLOS FERREIRA PIRES: O PIONEIRO DA RADIOLOGIA NA AMÉRICA DO SUL.
RODRIGUES,
G. M.; BATISTA, R. A.; CALDAS, S. A. S.
P 17 - DIAGNÓSTICO KATO-KATZ
DA ESQUISTOSSOMOSE EM SÃO LUÍS – 16 ANOS DE HISTORIA.
RIOS,
L. C. L.; TURRI, R. J. G; ALMEIDA, M. S.
P 18 - HISTÓRIA DA DISCIPLINA
DE ONCOLOGIA PARA ESTUDANTES DE MEDICINA: ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E
VIVÊNCIAS ACADÊMICAS DO CURSO DE MEDICINA NO DEPARTAMENTO DE
PATOLOGIA/CCBS/UFMA E NA LIGA DE ONCOLOGIA (LAONC) /UFMA.
NASCIMENTO,
M. D. S. B.1,2 SILVA, D. F. 1 SILVA, M. A. C. N.1 DIAS, I. C. C.1
P 19 - BIOGRAFIA DE MARIA
ARAGÃO: UMA HISTÓRIA DE LUTA E SUPERAÇÃO.
BRANCO,
R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; MUNIZ, C.R.
P 20 - HISTÓRIA DAS MICOSES
SISTÊMICAS NO MARANHÃO: PRIMEIROS CASOS CLÍNICOS DE PARACOCCIDIODOMICOSE (PCM)
DOENÇA.
NASCIMENTO,
M. D. S. B. BEZERRA, G. F. B. SILVA, M. A. C. N.
P 21 - HISTÓRIA DO TRANSPLANTE
CARDÍACO.
SOUSA,
C.E.A.; BARBOSA, B.R.
P 22 - BREVE HISTÓRICO DO NÚCLEO DE IMUNOLOGIA
BÁSICA E APLICADA (NIBA): Implantação da disciplina e os mecanismos de geração
e manutenção no Ensino, Pesquisa e Extensão em Imunologia na UFMA.
NASCIMENTO,
M. D. S. B. N; MUNIZ FILHO, W. E.; BEZERRA, G. F. B. ; LAULETTA, J. B.
.P 23 - O PROTAGONISMO FEMININO NA FACULDADE
DE MEDICINA DA BAHIA (1885-2011).
ALENCAR,
G.M.P. ; JACOBINA, R.R.
P 24 - POLÍTICAS DE SAÚDE NO
BRASIL: ASPECTOS HISTÓRICOS DA PROMOÇÃO DA SAÚDE.
RODRIGUES,
J S.; CARVALHO, I. B. de; PEREIRA, R. de B.
P 25 - ATIVIDADE FÍSICA E A
POLITICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NO BRASIL.
RODRIGUES,
J.S.; LIMA, A.L.P.; PEREIRA, R.B.
P 26 - EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO
CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI).
BARBOSA,
B.R.; SOUSA, C.E.A.
P 27 - MOVIMENTO HIGIENISTA E
SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA.
RODRIGUES,
J.S.; LIMA, A.L.P.; CARVALHO, I.B.
P 28 - GEORGE NICHOLAS
PAPANICOLAOU (1883-1962): UM PIONEIRO NO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO.
MUNIZ,
C.R.; BRANCO, R.C.C.; SILVA, M.A.C.N.
P 29 - A HISTÓRIA DA
ANGIOPLASTIA.
SOUSA,
C.E.A.; BARBOSA, B.R.
P 30 - HISTÓRIA
DO HOSPITAL SÃO MARCOS E DA CANCEROLOGIA PIAUIENSE.
|
CHAVES,
E.B.F ; CARVALHO, T. T. A; MELO JÚNIOR, F. B
P 31 - HISTÓRIA DO HOSPITAL
AREOLINO DE ABREU E DA PSIQUIATRIA PIAUIENSE.
CHAVES,
E.B.F ; CARVALHO, T. T. A ; MELO-JÚNIOR, F. B
P 32 - DR. ZENON ROCHA:
BALUARTE DA MEDICINA PIAUIENSE.
CARVALHO, T. T. A;
MELO-JÚNIOR, F. B.; CHAVES, E. B. F.
P 33 - OS CENTROS
ACADÊMICOS E A MOBILIZAÇÃO DOS ESTUDANTES DE MEDICINA: A EXPERIÊNCIA DO CAZERO.
CARVALHO, T. T.
A.; MELO-JÚNIOR, F. B.; ROCHA, J. S.
P 34 - HIGIENE E LIMPEZA PÚBLICA NO BRASIL DO
SÉCULO XIX.
ROSA, C.A.P.;
CARMECINI, T.F.; GURGEL, C.B.F.M.
P 35 - BIOGRAFIA DE FERNANDO RIBAMAR VIANA: CIÊNCIA
E ARTE NA VIDA DO PATRONO DA ACADEMIA MARANHENSE DE MEDICINA
SILVA, M. A. C.
N.; BEZERRA, G. F. B.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 36 - A HISTÓRIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFMA
(HUUFMA): ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE.
P 37 - ASPECTOS HISTÓRICOS DO CURSO DE MEDICINA DA
UFMA: DA CRIAÇÃO AOS DIAS ATUAIS.
SILVA, M. A. C.
N.; MUNIZ FILHO, W.E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 38 - O RESGATE
DA PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA DO CURSO DE MEDICINA DA UFMA: REFLEXÕES E
TEMÁTICAS.
SILVA,
M. A. C. N.; MUNIZ FILHO, W.E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 39 - DOENÇA DE
CHAGAS: A HISTÓRIA DOS TRANSPLANTES CARDÍACOS NO BRASIL.
SILVA,
M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; MUNIZ, C. R.
P 40 - HISTÓRIA DA PERÍCIA
MÉDICA NO MARANHÃO: MANIFESTAÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS ENTRE PROFESSORES DE SÃO
LUIS E SUA RELAÇÃO COM AFASTAMENTO DO TRABALHO.
SILVA,
M. A. C. N.; MANIÇOBA, A. C. B. N.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 41 - HISTÓRIA DA PERÍCIA
MÉDICA NO MARANHÃO: PATOLOGIAS OSTEOMUSCULARES COMO CAUSA DE APOSENTADORIA POR
INVALIDEZ EM SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIS DE 2009 A 2011.
SILVA,
M. A. C. N.; ALMEIDA, G. F. P.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 42 - PERÍCIA MÉDICA NO
BRASIL E NO MUNDO: SÍNTESE HISTÓRICA.
SILVA,
M. A. C. N.; RIBEIRO, M. H. A.; NASCIMENTO, M. D. S. B
DIA
9 DE NOVEMBRO DE 2012
Exposição:
das 08:00 às 17:00h.
Avaliação:
a partir das 14:00h.
Coordenador
de Pôster: Graciomar Costa.
P 43 - HISTÓRIA DA
ERGONOMIA NO BRASIL E NO MUNDO: FUNDAMENTOS E PRÁTICAS.
SILVA,
M. A. C. N.; RIBEIRO, M. H. A.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 44 - HISTÓRIA DA
PERÍCIA MÉDICA NO MARANHÃO: REPERCUSSÃO DO CÂNCER DE MAMA NA CONCESSÃO DE
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ EM SERVIDORES PÚBLICOS DE UM MUNICÍPIO BRASILEIRO.
SILVA,
M. A. C. N.; MUNIZ FILHO, W. E.; NASCIMENTO, M. D. S. B.
P 45 - AS
EPIDEMIAS DE RETINOPATIA DA PREMATURIDADE.
PASSOS,A.F.;
ALMEIDA, C.S.C.; SANTOS, J.L.
P 46 - HISTÓRIA DA
MEDICINA ÁRABE: CORPO E MENTE.
RIBEIRO,
M. D. T. LINDOSO, J. B. dos R. L. NETO, C. P. de O.
P 47 - A HISTÓRIA
DA VARÍOLA NO MARANHÃO DO SÉCULO XVII AO XIX.
BRINGEL,
M. O.; ANJOS, J. A. A.
P 48 - A TUBERCULOSE NO MARANHÃO
NO SÉCULO XXI.
BRINGEL, M. O; ANJOS, J. A. A.
P 49 - MEDICINA MEDIEVAL ESCOLÁSTICA
OLIVEIRA NETO, C.
P. de; LINDOSO, J. B. dos R. L.;RIBEIRO, M. D. T.
P 50 - A IMPORTÂNCIA DE OSWALDO CRUZ PARA A
MEDICINA BRASILEIRA
SILVA NETO, R.B.
P 51 - A HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA NO BRASIL.
SILVA NETO, R.B.;
P 52 - A HISTÓRIA
DO MOVIMENTO ESTUDANTIL ACADÊMICO NO MARANHÃO DURANTE A PRIMEIRA METADE DO
SÉCULO XX.
DIAS, I.C.C.;
ALVIM, A.C.
P 53 - AS VACINAS AO LONGO DA HISTÓRIA: DA REJEIÇÃO
SOCIAL À AMPLA APLICAÇÃO
DIAS, I.C.C.;
ALVIM, A.C.
P 54 - MACRÓFAGO:
UM BREVE HISTÓRICO DE UMA CÉLULA PLÁSTICA
CYSNE, D.N.; NASCIMENTO, F.R.F.
P 55 - MEDICINA MEDIEVAL MONÁSTICA
OLIVEIRA NETO,
C.P.; LINDOSO, J.B.R.L; RIBEIRO, M.D.T.R.
P 56 - INFLUÊNCIA
DA RELIGIÃO NA MEDICINA MEDIEVAL
ARAÚJO, V.N.; CUTRIM, P.T.; SILVA JUNIOR, S.R.P.
P 57 - A REVISTA
SAÚDE EM DEBATE E A DIVULGAÇÃO DAS IDÉIAS MÉDICAS NO BRASIL.
SOPHIA, D.C.
P 58 - A FEBRE
AMARELA EM CAMPINAS - SP NO FINAL DO SÉCULO XIX
ROMÃO, M. M.; SILVESTRE, M. B.; TEIXEIRA, D. F. S.;
GURGEL, C. B. F. M.
P 59 - O CORPO
HUMANO E SEUS SANTOS PROTETORES: SANTA ÁGATA, A PROTETORA DOS SEIOS
RIBEIRO, E.M.R; TUBINO, P.V.A.
P 60 - A REVISTA
SAÚDE EM DEBATE E A DIVULGAÇÃO DAS IDÉIAS MÉDICAS NO BRASIL.
SOPHIA, D.C.
P 61 - REVISÃO
SOBRE MASTALGIA ACÍCLICA
BARROS,
A. O.
P 62 - BIOGRAFIA DE VITAL
BRASIL: UM EXPONTE DA CIÊNCIA DO OFIDISMO
SILVA, M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; NASCIMENTO,
M. D. S. B.
P 63 - BIOGRAFIA DE CARLOS DA SILVA LACAZ: A
HISTÓRIA DE UM GRANDE MICOLOGISTA
SILVA,
M. A. C. N.; BRANCO, R. C. C.; BEZERRA, G. F. B.
P 64 - HISTÓRIA DA MICOLOGIA
MÉDICA: SABERES E PRÁTICAS
BRANCO,
R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; BEZERRA, G. F. B.
P 65 - ASPECTOS DA MEDICINA DO
SERTÃO NORDESTINO CANTADOS POR LUIZ GONZAGA
BRANCO,
R. C. C.; SILVA, M. A. C. N.; BEZERRA, G. F. B.
P 66 - PRESERVAÇÃO DA OBRA
PRIMA DO VINSCONDE DE SABOIA.
OLIVEIRA,
D. A & BRAGA NETO, A.R.
P 67 - CENTENÁRIO
DE JOAQUIM EDUARDO DE ALENCAR.
OLIVEIRA,
D. A & TOMÉ, G.S.
P 68 - A HANSENÍASE NA LINHA DO TEMPO.
PIRES, A.M.S.; ALVIM,
C. A.; COSTA, G.
P 69 - ORIGEM DOS PARASITOS DO HOMEM
PIRES, A. M.S; ALVIM, A.C; ALVIM, M..
P 70 - 2012: CENTENÁRIO DE
NASCIMENTO DE WALDEMAR DE ALCÂNTARA.
OLIVEIRA,
D.A.
P 71
– A ORIGEM DA MEDICINA.
ALVIM, C. A.; PIRES, A.M.S.;
DIAS,I.C.C
P 72- ALAIN CARPENTIER: PAI DA CIRURGIA
VALVAR MODERNA, EXPOENTE DA CIRURGIA CARDIOVASCULAR MUNDIAL
TUBINO, P.V.A.;ALVES,E.M.O.;RODRIGUES, A.J.
.
P73
- ESQUISTOSSOMOSE NO MARANHÃO.
CARVALHO,
I. B. de; LIMA,
A. L. P. de; RODRIGUES, J S.
P.74 - DR. JOÃO BRAULINO DE CARVALHO
VIANA,
L.F.B.
P.75 - A SOCIEDADE DE PARASITOLOGIA E
DOENÇAS TROPICAIS DO MARANHÃO - Uma contribuição ao desenvolvimento científico
do Estado.
ALVIM,
A. C.; PIRES, A.M.S.; ALVIM, M.C.
P 76. HISTORIA DA CIRURGIA CARDÍACA E
VASCULAR BRASILEIRA
CAMPOS,
A.B.C.; SANTOS, A.M.
P.77 - OSWALDO CRUZ
E A FUNDAÇÂO DA MEDICINA EXPERIMENTAL NO BRASIL
MARTINS,
B.L.S.; SILVA, C. M.; CARVALHO, F.
P 78 - MOVIMENTO
HIGIENISTA E
SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA.
RODRIGUES,
J S.;LIMA, A. L. P. de; CARVALHO, I. B. de;
P 79 - LUCAS, MÉDICO,
HISTORIADOR, EVANGELISTA, PINTOR E SANTO.
MORÍNIGO, F.; C.
P 80 - MÉDICOS E CIENTISTAS NOS SELOS POSTAIS
COMEMORATIVOS BRASILEIROS.
P 81 - MEDICINA ESCOLÁSTICA.
OLIVEIRA NETO, C.P.
Assinar:
Postagens (Atom)